Entrevista com Pr. Norman Wesley Blevins

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

(AB) Olá senhor Blevins, como está?
(WB) Estou bem... até agora! (Risos)
(AB) Quantos anos o senhor ficou no Brasil?
(WB) 5 anos.
(AB) O senhor fazia o que aqui em Cuiabá?
(WB) Eu trabalava como missionário vindo dos USA.
(AB) O senhor foi chamado para cá ou foi um missionário voluntário?
(WB) Não, eu vim como missionário voluntário, eu queria vir para cá.
(AB) Houve uma série de conferências do Pastor Itanel Ferraz no Porto. O senhor participou dela? Qual era sua função?
(WB) Bem, eu participeu dessas conferências como obreiro Bíblico e trabalhei também na Música. Essas conferências deram origem à atual igreja do porto.
(AB) Quantas pessoas o senhor trouxe para igreja naquela série de conferências?
(WB) Cerca de 300 ou 400.
(AB) Nossa!!! Um número muito grande!!
(WB) É, também foi uma experiência muito boa para mim.
(AB) Agora nos conte um pouco da sua experiência nos Arautos do Rei.
(WB) Nós viajávamos muito, fomos para o exterior, mas também ficamos mais aqui no Brasil, indo para Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, etc. Eu também, algumas vezes fazia arranjos para o arautos do rei.
(AB) Qual era o naipe de voz que o senhor cantava no Arautos do Rei?
(WB) Eu cantava Barítono.
(AB) O senhor no tempo que ficou aqui no Mato-Grosso, a quais cidades o senhor foi?
(WB) Fui para Cáceres, Rondonópolis, Porto-dos-gauchos, 7 quedas, Corumbá, Cuiabá (Capital), e acho que só.
(AB) O senhor conhece melhor Mato-Grosso do que a maioria de nós Mato-Grossenses.
(Risos)
(AB) Quanto tempo o senhor demorou para chegar aqui em Cuiabá?
(WB) Acho que cerca de 6 meses. Sai dos USA de Navio e desembarquei em Santos, no Porto de Santos, depois fui São Paulo e depois cheguei em Cuiabá.
(AB) O senhor achou que foi uma boa experiência?
(WB) Sim, foi uma enorme e grande experiência para mim.
(AB) E esse ano, o senhor está gostando da sua estadia aqui em Cuiabá?
(WB) Sim, muito.
(AB) Bem, está sendo uma boa experiência ter o senhor aqui, agora nós só dizemos um muito obrigado, e gostaria de dizer que sempre o senhor será bem vindo aqui. O senhor é uma pessoa muito boa e nós gostamos muito do senhor. Muito obrigado.
(WB) O prazer é meu.

AB: Arqueologia Bíblica
WB: Wesley Blevins

A alegria perdida

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Será que o relato de Gênesis oferece coordenadas geográficas suficientes para identificarmos a localização do jardim do Éden? Acompanhe a leitura do texto de Gênesis 2:9-14: "E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro. E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio, e a pedra sardônica. E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe. E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o lado oriental da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates."

Apesar de o texto ter sido escrito muito tempo depois do evento que está sendo narrado, seu autor, muito provavelmente Moisés, oferece ao leitor as coordenadas geográficas dos seus dias. Se por um lado qualquer aluno de 7ª série é capaz de identificar no mapa a localização dos rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia, por outro, eruditos bíblicos têm gastado anos de pesquisa em busca da localização dos rios Pisom e Giom.

A respeito do primeiro rio, a passagem bíblica afirma que ele rodeava a terra de Havilá, onde havia muito ouro. De acordo com Nahum Sarna, respeitado erudito do Antigo Testamento, existem duas possíveis localidades para identificarmos como Havilá: Arábia e Núbia, já que o nome desse país em egípcio antigo (neb) significa ouro. Porém, diversos outros textos bíblicos que mencionam Havilá (Gn 10:7, 29; 25:18; 1Sm 15:7; 1Cr 1:9, 23) sugerem que a localidade ficava na região da Arábia. De acordo com Gordon J. Wenham, autor do comentário de Gênesis da série Word Biblical Commentary, "certamente Arábia era uma fonte de ouro na antiguidade".

Quanto ao rio Giom, as Escrituras afirmam que ele rodeava a terra de Cuxe. Ora, algumas passagens bíblicas (Is 20:3, 5; Jr 46:9[1]) sugerem que esse é o antigo nome da Etiópia.

Juntando as informações que obtivemos do texto bíblico, podemos supor que o jardim do Éden compreendia uma região desde o rio Tigre na Mesopotâmia indo até a Etiópia, próximo do Egito. É interessante notarmos que quando fez aliança com Abrão, em Gênesis 15, o Senhor prometeu dar a ele e a descendência dele a terra que abrangia desde "o rio do Egito até ao grande rio Eufrates" (v. 18). Seria mera coincidência o fato de Deus oferecer aos descendentes de Abraão a mesma região que anteriormente poderia ter sido o local do jardim do Éden? Creio que não.

Há uma interessante lição para cada um de nós a respeito do Éden. A etimologia da palavra "Éden" tem sido alvo de calorosas discussões entre os especialistas em línguas semíticas. A opinião mais aceita até o momento é aquela que defende que Éden é um cognato das línguas semíticas ocidentais tais como o ugarítico, siríaco e o aramaico, cujo significado é "prazer, deleite, alegria". Foi exatamente isso que Deus ofereceu para o ser humano na criação e é exatamente isso que o ser humano perdeu graças ao pecado. Isso foi uma realidade no passado e, infelizmente, é uma realidade em nossos dias.

(Luiz Gustavo Assis, formado em Teologia pelo Unasp, atualmente exerce a função de capelão do Colégio Adventista de Esteio, RS)